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Veja as bandeiras de luta em defesa da vida das mulheres Para comemorar o centenário do Dia Internacional da Mulher, reafirmar as bandeiras de autonomia, autodeterminação e liberdade para as mulheres e parabenizar as assistentes sociais de todo o Brasil, o conjunto CFESS/CRESS lança neste 8 de março mais uma edição do CFESS Manifesta. A data, que chega ao seu centenário, representa a força de inúmeras mulheres que, nos vários momentos da história da humanidade, resistiram ao capitalismo patriarcal e suas inúmeras expressões. “Desconstruir as raízes do patriarcado constitui um desafio permanente para as mulheres, uma vez que ele se expressa e se naturaliza em expressões como ‘em briga de marido e mulher não se mete a colher’. Foi necessária a indignação e resistência coletiva dos movimentos feminista e de mulheres para denunciar as inúmeras violações cotidianas. A violência sexual e doméstica é a forma mais grotesca da naturalização do direito de propriedade dos homens sobre o nosso corpo e desejo. E por isso a conquista da autonomia, autodeterminação e liberdade são desafios permanentes para todas nós mulheres”, ressalta Marylucia Mesquita, conselheira da Comissão de Ética e Direitos Humanos do CFESS. Além da abordagem política, o documento apresenta alguns dados que comprovam a desigualdade de gênero no Brasil, como por exemplo: no âmbito do trabalho, as mulheres com nível superior ganham, em média, 40% a menos que os homens com a mesma escolaridade; as mulheres são 43,8% da força de trabalho no Brasil (PNAD-2006), mas ocupam apenas 40% dos cargos de gerência no serviço público e 30% na iniciativa privada (TEM/RAIS-2007); O Conjunto CFESS/CRESS Manifesta aponta também algumas bandeiras de luta para a vida das mulheres, como: - Defesa integral do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3); - Garantia de condições igualitárias de oportunidade de trabalho; - Direito à livre orientação e expressão sexual; - Implementação da Lei nº 11.340 (Lei Maria da Penha); - Fim da violência contra as mulheres com programas de prevenção e enfrentamento como criação e ampliação de casas-abrigos, centros de referência; - Efetivação do SUS e implementação do PAISM – Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher; - Descriminalização e Legalização do Aborto, com pleno atendimento pela rede de saúde pública. Leia o CFESS Manifesta dos 100 anos do Dia Internacional da Mulher
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